Visão

Um mundo sustentável, pacífico e saudável

Visão

Um mundo sustentável, pacífico e saudável

A Terra é sagrada, e é nossa tarefa cuidar dela sabiamente. Este é um período de emergência, um momento crucial na nossa história, em que nos temos de reunir, transcender divisões e unirmo-nos numa visão de Paz – uma Paz Mundial duradoura, em que cada geração oferece um mundo melhor do que aquele que recebeu.

Missão

Biodiversidade | Comunidade | Saúde

Vale das Lobas é um modelo de regeneração rural, baseado numa abordagem holísitica para restaurar saúde, revitalizar a comunidade e regenerar a biodiversidade, através da criação de negócios económica e ambientalmente sustentáveis.

Tal como muitas áreas no Sul da Europa, a paisagem rural do vale da Muxagata foi, há tempos, bem gerida, resultando em abundância de alimentos e materiais, e dava sustento a grandes populações.

Durante o séc. XX, devido à revolução industrial e alimentadas por guerra, opressão e a ânsia pela mudança, ondas de migrações levaram com elas os aldeães até subúrbios e fábricas de grandes cidades. Nos anos 1970, famílias do vale das Muxagata assentaram na Europa Central, Brasil e EUA, deixando só os anciães a cuidar das terras; os derradeiros guardiães de uma tradição ancestral. Onde antes ovelhas e cabras vaguearam pela serra, agora apenas a águia sobrevoa os terrenos descuidados. Árvores de fruto e oliveiras abandonadas, sem colheita, embrenharam-se em silva e giesta, e a terra caiu gradualmente num estado de abandono. Agora há um novo vento a soprar, uma ânsia pós-industrial, sobretudo em populações urbanas que rejeitam a ressonância vazia da cultura do desperdício, e estão em busca de uma conexão mais profunda que os liga de novo a uma tradição ancestral.

As iniciativas do Vale das Lobas encorajam e apoiam o regresso dos migrantes originais, e oferece oportunidades para novas migrações dos centros urbanos, para trabalhadores da terra ou nómadas.

Este modelo pode ser aplicado com sucesso em muitas paisagens que sofreram de forma parecida de despovoamento.

Agricultura Regenerativa

Construção Sustentável

Medicina Natural

Artesanato

Para o público visitante, as experiências no Vale das Lobas irão encorajar, apoiar e inspirar a re-conexão com a Natureza, e oferecer inspiração, education e cura para todes. A regeneração da terra e dos edifícios integra tradições ancestrais com inovação, e demonstram que agricultura e construção não precisam de ser incompatíveis com a Natureza.

O Vale das Lobas é consistido por um Reino do Bem-Estar, que oferece programas de Saúde, cursos e conferências, e um Reino de Descoberta, que acolhe um leque de experiências de descoberta, desde observação de vida selvagem a festivais de artes sagradas.

Através do estabelecimento da Serra Lusa , uma associação baseada em comunidade, terras abandonadas, dentro e fora do vale, são reutilizadas ao serviço da Natureza selvagem, em colaboração com a Rewilding Europe, concelhos municipais e a Diocese de Viseu.

Estes espaços e programas abrirão para visitantes no verão de 2022.

"Mas o Homem faz parte da Natureza, e a sua guerra contra a Natureza é inevitavelmente uma guerra contra si próprio.”

Rachel Carson

Todos os nossos antepassados globais partilhavam a mesma visão: que a Natureza, incluindo animais, plantas, rios e montanhas, estão vivos e conscientes.
Há uma nova visão emergindo gradualmente, que re-adopta o Animismo, de uma perspectiva de pós-Iluminação. Neste recontar de uma história ancestral, podemos finamente relembrar o que esquecemos temporariamente, de que somos parte da Natureza.

Assim que o mundo foi feito, e os deuses observavam maravilhados a sua criação, começou uma discussão sobre a humanidade. Esta criatura, diferente de todas as outras, tinha o poder do livre arbítrio. Eles tinham o potencial de cuidar da Terra, como benfeitores bondosos e amorosos, e espalhar harmonia e amor por todo o mundo Ou podiam tornar-se tiranos, narcisistas e destrutivos na sua fome de demonstrar o seu poder uns sobre os outros e sobre todas as outras criaturas. Certamente estariam ambos os aspectos sempre presentes? Haverá eras douradas, onde a humanidade abraça a luz do amor altruísta, e eras escuras, quando esta criatura é atormentada pela ignorância. Tem de ser assim! É a natureza do livre arbítrio. A humanidade deve crescer desde a infância, para finalmente incorporar a sua verdadeira natureza adulta, através de todas as dolorosas fases do desenvolvimento. E a conclusão deste ciclo não está de forma alguma garantida. A humanidade deve fazer as escolhas críticas por si mesma. Os deuses sabiam que não podiam intervir nisto. “Mas talvez possamos auxiliar”, sugeriu o deus do céu, “dar o apoio de um pai carinhoso”. “O conhecimento de como manter o equilíbrio e a harmonia deve ser plantado algures, para que aqueles que desejam procurá-lo possam tornar-se guias para os outros”, disse a deusa do oceano. “Talvez no fundo do meu ventre oceânico, para que se sintam atraídos a voltar para mim.” “Não, isso seria fácil demais. Encontrá-lo-iam lá em poucos milénios ”, disseram as montanhas. “O cimo dos meus picos mais altos seria melhor. Poucos lá chegarão, e aqueles que o fizerem levarão as suas visões distantes de volta aos vales. “Todas essas sugestões são boas”, disse a lua, “mas temos de nos lembrar de uma coisa. A humanidade tem toda a criação dentro de si. O mundo é um reflexo da sua natureza. Ele pode criar o céu ou o inferno na Terra.” Ponderaram durante muito tempo. “Precisamos colocar a verdade no único lugar em que a humanidade dificilmente se lembrará em procurar. Dessa forma, a descoberta será gradual e, quando concluída, será irreversível.”

And so, it was decided. The key to self-realisation would be hidden within the human heart.